A bexiga caída é um prolapso de órgão pélvico, ou seja, a descida de um dos órgãos da pelve devido ao enfraquecimento da musculatura que a sustenta. É importante destacar que, apesar do prolapso mais frequente ser o de bexiga, este não é o único órgão da pelve que pode descer. Podemos ter também o prolapso do útero, da cúpula da vagina para as pacientes que já fizeram histerectomia, do reto ou de outras porções do intestino.
Os prolapsos podem ser divididos em 3 tipos, de acordo com sua localização:

– Prolapso de compartimento anterior: envolve a bexiga, também conhecido como cistocele.
– Prolapso apical: envolve o útero, a cúpula da vagina ou porções do intestino.
– Prolapso de compartimento posterior: Envolve o reto (retocele) e outras porções do intestino.
É importante saber qual(is) o(s) órgão(s) envolvido(s) no prolapso para planejarmos o melhor tratamento, especialmente quando falamos de tratamento cirúrgico.
Quais os sintomas de queda de bexiga e outros prolapsos de órgãos pélvicos?
- Sensação de “bola na vagina”, percepção de abaulamento vaginal, que pode ser visualizado ou palpado no momento da higiene íntima;
- Desconforto ou dor pélvica, ou vaginal;
- Dificuldade para urinar, sensação de micção incompleta;
- Dificuldade para evacuar, sensação de evacuação incompleta;
- Urgência urinária – desejo súbito e imperioso de urinar;
- Infecções urinárias de repetição.
Como é feito o tratamento dos prolapsos de órgãos pélvicos?
Nas fases iniciais, nos casos mais leves, indicamos fisioterapia pélvica para fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico.
Nos casos mais avançados, quando o prolapso é mais volumoso e perceptível ou nos casos que não melhoram com a fisioterapia, indicamos tratamento cirúrgico. A cirurgia a ser realizada vai depender de uma série de características da paciente e do prolapso.
Simplificadamente, a correção dos prolapsos pode ser feita por via vaginal ou abdominal. A escolha do tipo de via vai depender principalmente de quais órgãos e compartimentos estão envolvidos no prolapso, do comprometimento funcional (isto é, dos sintomas miccionais, sexuais ou evacuatórios), bem como da idade, comorbidades e desejo de preservação da vida sexual da paciente.
Os prolapsos de parede anterior mais leves podem, em geral, ser corrigidos apenas por via vaginal, com uma espécie de “plástica da vagina”. No entanto, os prolapsos de parede anterior mais avançados (acima de grau 3) na maioria (>80%) das vezes envolvem outros compartimentos, especialmente o apical (útero ou cúpula da vagina). Nesses casos, é fundamental a correção simultânea de todos os compartimentos, sob pena de alta taxa de recidiva caso isso não seja feito. Nessa situação a via abdominal – em especial a via minimamente invasiva, pela técnica robô-assistida – é uma excelente escolha. Ela possibilita a correção simultânea de todos os prolapsos com uma maior taxa de sucesso, menor chance de recidiva e melhores resultados funcionais, especialmente no que diz respeito à vida sexual, com menor chance de dor às relações sexuais no pós-operatório.
No caso da cirurgia abdominal damos preferência à técnica robótica (robô-assistida), que traz os benefícios das cirurgias minimamente invasivas – menores incisões, menor dor no pós-operatório, recuperação mais rápida e menor sangramento e tempo de internação – além de agregar todos os benefícios inerentes à tecnologia robótica.

Se você tem ou conhece alguém que tem prolapso de órgão pélvico, informe-se sobre as diversas técnicas de tratamento e procure um profissional que ofereça a técnica mais adequada para o seu caso.
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